Filmes de Biblioteca

Posso dizer que sou um viciado em cinema, capaz de assistir ao mesmo filme dezenas de vezes. Não tenho uma predileção por um gênero específico, assisto de tudo, porém, tenho certa curiosidade quando os filmes são sobre fatos reais ou baseados em livros. O problema dos filmes baseados em livros é que, se eu já tiver lido o livro, sempre me decepciono com eles. Saímos do cinema com aquela sensação de que faltou algo, não é mesmo? Um diálogo, uma passagem ou um acontecimento que faça o filme ter sentido.

Já falei sobre isso nesse post aqui. Mesmo sabendo que o filme é sempre, ou na maioria das vezes, pior que o livro, eu gosto de assistir assim mesmo, pelo simples fato de comparar os personagens. Por exemplo, quando eu li O Código Da Vinci, já nas primeiras páginas eu pensei que, se algum dia aquele livro virasse um filme, Tom Hanks teria que ser o ator convidado para interpretar o professor Robert Langdon. Já para o papel de Sophie Neveu eu pensei em Catherine Zeta Jones, mas como todos sabem, a interpretação coube a bela atriz francesa Audrey Tautou. Tudo bem, acertei 50%, estou na média.

A lista de livros que saíram das prateleiras para as telas de cinema é enorme, eu só não entendo o motivo pelo qual os roteiristas, diretores, ou seja lá quem for, mudam tanto as histórias. Eu entendo que transformar quinhentas páginas de um livro em duas horas de filme é um grande problema, mas, por favor, parem de assassinar os livros. A culpa disso tudo, infelizmente, é dos próprios escritores, que quando se veem a frente de contratos milionários com a indústria do cinema, abrem as pernas para ela e entregam suas obras de bandeja, para que eles (roteiristas e diretores) façam o que bem entenderem. Claro que eu não vou dizer que se fosse eu no lugar da J. K. Rowling, por exemplo, não deixaria que eles fizessem o que fizeram com todos os Harry Potter, afinal, dinheiro é bom e eu também gosto. O problema disso é que o lado mais fraco dessa história, ou seja, os fãs de livros e filmes, sempre saem perdendo.

Eu sou fã de efeitos especiais e das megaproduções, mas não podemos esquecer que o conteúdo é o mais importante. Você não precisa de milhares de dólares gastos em efeitos especiais para fazer um bom filme, você precisa de um bom roteiro, um grande diretor ou um bom livro. Se conseguir juntar tudo isso, melhor ainda.

Bons exemplos de filmes fodas que ficaram nas mentes de todo mundo por seus excelentes roteiros e não foram superproduções são: A Espera de um Milagre, Clube da Luta, A Vida de David Gale, O Mistério de Libélula, Forrest Gump, K-Pax – O Caminho da Lux, Sexto Sentido, Uma Mente Brilhante entre muitos outros. Claro, entendam por superprodução aqueles filmes com megaexplosões, carregados de efeitos especiais e que são filmados quase totalmente em Chroma Key. Citei alguns exemplos, nem todos saídos de livros, apenas para ilustrar a importância de um bom roteiro e que, às vezes, esse bom roteiro pode estar dentro de um bom livro.

Pra encerrar eu gostaria de deixar uma dica de filme, além de todos os que citei aqui que são ótimos, uns mais, outros menos, mas todos divertem bastante. A minha dica é para o filme A Origem (Inception) que eu assisti recentemente. Se você não assistiu, assista. Esse pode ser o melhor filme que você ainda não viu!

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  1. Filmes de Biblioteca « Espaço CULT | iComentários - 12/04/2011

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